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quinta-feira, 18 de abril de 2013

***Costura na Viagem***: Caminho das Missões, RS

O Caminho das Missões é uma viagem para dentro das lições de história aprendidas na escola

Com o intuito de catequizar os índios guaranis, a serviço da Coroa Espanhola, cerca de 30 missões jesuíticas foram implantadas no século XVII nas terras que hoje pertencem ao Brasil, Argentina e Paraguai. Essas terras ficaram conhecidas como Sete Povos das Missões, formando cidades. Em 1750, quando foram transferidas aos Portugueses pelo Tratado de Madrid, iniciou-se a Guerra Guaranítica (1754-1756), resultando no massacre dos índios e as missões(ou reduções) entraram em decadência. Restaram apenas quatro delas em território brasileiro:São Nicolau, São João Batista, São Lourenço e São Miguel. Esta última é a redução jesuítica em ruínas mais bem conservada e estruturada para visitação, e é a única das Missões brasileiras reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Mundial.


O Projeto Caminho das Missões, que ocorre no Rio Grande do Sul foi inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, realizado entre França e Espanha. É um roteiro turístico que objetiva o conhecimento da história missioneira e da própria formação do Rio Grande do Sul, e propõe uma caminhada por trilhas que eram percorridas por índios e padres jesuítas num trajeto que ligava os antigos povoados missioneiros no passado.

Pode-se percorrer 180 km em 7 dias, 130 km em 5 dias ou 78km em 3 dias. Todos os trajetos têm como destino o município de Santo Ângelo, e os locais de partidas podem ser São Nicolau, São Luiz Gonzaga ou São Miguel das Missões.

O Caminho das Missões é uma iniciativa que considera o aproveitamento dos aspectos ambientais, da infra-estrutura, e das características específicas de cada localidade que o roteiro atravessa, valorizando os ambientes rurais do Rio Grande do Sul. No final do percurso, o andarilho participa da Missa da Terra Sem Males, do espanhol Pedro Casaldáliga, que representa a chegada ao Caminho das Missões e uma reflexão sobre a contribuição da cultura dos povos indígenas na formação de toda a América. O evento ajuda a reforçar o sentido místico, religioso e cultural do trajeto, de extrema importância histórica.

Conhecer a Região das Missões é mergulhar em um mundo onde a terra está envolta por uma magia a quase 400 anos, é reviver a chegada dos primeiros padres jesuítas da Companhia de Jesus, em 1609, que vieram com a incumbência de converter os índios guaranis à fé cristã. O sangue destes índios ainda está presente da linguagem, nas lendas, na medicina de ervas. Estas raízes da cultura gaúcha realimentam a arte, como a literatura, o cinema, as canções...

Além de tudo, neste mundo tão estressante, onde os problemas as vezes acabam sendo criados por nós mesmos, em nossas mentes confusas e perturbadas pelos eventos corriqueiros do dia-a-dia, nada melhor do que caminhar, refletir sobre nossas ações e deixar a alma limpa e leve, para enfrentar novamente essa vida maluca em que vivemos. Se esse caminho ainda for regado a tantas informações interessantes sobre o passado do nosso Brasil, melhor ainda, voltaremos também mais cultos e teremos assuntos diversificados para conversar com nossos companheiros de trabalho, amigos e com nossa família.

Onde Ficar:Pousada das MissõesR. São Nicolau, 601 - São Miguel das Missões - Rio Grande do Sul - Brasil
Tel:(055) 3381-1202
Para saber como fazer o roteiro, ligue (055) 3312-9632
Para gastar menos, há o roteiro do Albergues da Juventude

(www.albergues.com.br)

Fotos: Henrique Chagas e Francine Mohr
 
Por Polyana Bocalon - Equipe Costura Nativa

sexta-feira, 1 de março de 2013

***Costura na Viagem***: Sana, RJ

A inesperada notícia de que Sana precisava de mão-de-obra para o campo, fez com que alemães, italianos, portugueses e franceses, vindos de Nova Friburgo (RJ), iniciassem o cultivo do café no vilarejo. Inicialmente chamado de Sena, era a maneira que os europeus encontraram para matar a saudade do famoso rio, ponto turístico famoso da França. Com o tempo, a pronúncia se alterou e hoje ela é a querida Sana, e a principal fonte de renda de seus moradores é o turismo.
Afinal, quem não gostaria de conhecer as deliciosas cachoeiras ou escalar suas pedras gigantes? Além do mais, Sana também tem rafting, canoagem, duck, treking, cavalgadas, rapel, sem contar o reggae que rola pra embalar a mente tranquila de quem está curtindo tão bela paisagem.



Conheça as atrações de SANA!

Cachoeiras:

Fervedeira - Fica no rio Sana, no fianl forma uma piscina natural e é como se fosse uma hidromassagem...

Das Andorinhas - Localizada na Cabeceira do Sana, também tem piscina natural mas, como está em área particular, é cobrada uma taxa para visitação. Atenção, não leve cachorros, nem aparelho de som, nem comida, nada que traga poluição visual ou sonora. O que importa é ouvir atentamente o barulho das águas...

Circuito das Águas - Este circuito é formado pelas cachoeiras da Mãe, do Pai e do Filho, da Cachoeira das Sete Quedas e do Escorrega. Fica no rio Peito de Pombo. Também é valida a orientação da Cachoeira das Andorinhas.

Do Vaguinho - Especial para aventureiros com que tenham muito fôlego, já que é de difícil acesso. Para chegar, é preciso solicitar o Guia Vaguinho.
Cachoeira das Andorinhas - Durante o percurso, é possivel ter uma bela vista do Pico do Frade.

Da Boa Sorte - Para quem prefere sossego. É calma e pouco frequentada.
Altos de São Bento - as cachoeiras que fazem parte são Escondida, dos Segredos, do Segredinho, do Silêncio, do Tamanduá e do São Bento. Estão em propriedade particular e só podem ser visitadas com guias e mediante pagamento de taxa.
Pedras:

Pedra do Peito do Pombo - Está preparado para encarar 1.200m de altitude? Pois esteja, se quiser conhecer esta belíssima formação rochosa. São 7 horas de caminhada (ida e volta) e, lá de cima, avista-se Macaé, Cabo Frio, Buzios, Rio das Ostras e Barra de São João. A pedra parece um pombo visto de lado. Para chegar lá, contate um guia no Grupo de Defesa Ecológica Pequena Semente. É permitido no máximo, 15 pessoas por grupo.

Pedra do Frade - É avistada dos Altos da Cabeceira do Sana, e tem 1.700m de altitude. Fica no município de Glicério.
Artesanato
Boinas, blusas, saias de crochê, cerâmica, móveis rústicos e pinturas fazem parte do cotidiano de Sana, e de seus conhecidos artesãos.

Onde ficar?
Pousadas confortáveis são a alegria dos turistas que desejam descanso e aconchego e também, de seus proprietários, já que estes vivem do turismo no vilarejo. Todas tem luz e chuveiro quente, e algumas tem até TV e frigobar. Há também a opção de campings, a diversão da moçada que frequenta Sana. Veja algumas opções:

Cristal do Sana - (22) 2793-2531
Chalés Recanto - (22) 9988-3393 - 9987-0416 - 9987-0794
Repousada - (22) 2793-2514
Gecy e Lucimar - (22) 2793-2493
Vale Encantado - (22) 2793-2496 – 99490883
Camping Artcafé - (22) 2793-2712 / (21)2722-8165
Camping do Jamaica - (21) 2771-8901
Onde comer?
 
No Camping Jamaica, comida "natureba".No Bar e Restaurante Jequitibá da Cabeceira, salgados e bebidas.No Restaurante Sol Nascente, self-service. No Restaurante Esperança, comida caseira, doces e refrigerantes. No Bar e Creperia Telektonon, vários ambientes e diversos tipos de crepe, doces, etc. No Sana Crepes, variedade e também sanduíches, sucos e vitaminas.No Restaurante e Pizzaria Alquimia, variedade de opções.
Como chegar?
Pegar a BR 101 até Casimiro de Abreu. Se você vem so Sul, pegue a Estrada Serra Mar após a Rodoviária de C. de Abreu, ao lado da lanchonete Portal do Sabor .Se vem do Norte, pegue a Estrada Serra Mar logo após o Posto de Gasolina 2 Irmãos. Depois, mais 26Km até Sana, sendo que 10km já estão asfaltados na Estrada Serra Mar. Continue até encontra uma Escola Municipal (lado esquerdo). A entrada para Sana está logo após esta escola.. Siga a sinalização, atravesse a Ponte da Amizade sobre o rio Macaé e você estará na Barra do Sana (encontro dos rios Sana e Macaé). Daí até o Arraial do Sana são mais 6kms. Todo o percurso de Casimiro de Abreu ao Sana dura no máximo 40 minutos, dirigindo devagar.Do Rio de Janeiro a Casimiro de Abreu são mais ou menos 140 km. (Fonte:


Algumas dicas!

*Em Sana não há posto de gasolina, a dica é abastecer em Casimiro de Abreu
*Não há caixas eletrônicos também;Ainda não se trabalha com cartão de crédito nos estabelecimentos.
*De setembro a março as cachoeiras ficam mais bonitas.
*A temperatura no inverno é de 10 a 18 graus.
*É importante fazer reservas com antecedência, principalemnte na época do carnaval.
*É uma Área de Proteção Ambiental, portanto, PRESERVE!



Comentário de quem já foi:"No Sana fico sempre muda com sua beleza, conheci o lugar em 1994, quando tinha apenas 12 anos e não parei de frequentar , mesmo com o passar de tantos anos ainda fico surpresa com tamanha beleza. Agora, para quem não tem a alma muito "zen", nem adianta ir porque não vai gostar.O lugar é mágico, místico, esotérico e lindo, porém nem todos conseguem enxergar tudo isso" - Paula Alexandra Oliveira Assis

Fotos gentilmente cedidas por Adilson Moralez.
 
EPor Polyana Bocalon - Equipe Costura Nativa